Por que você ainda não toca rápido (e o erro que insiste em repetir)
Se você acha que velocidade vem de “talento” ou de passar horas fazendo cromatismo no automático, já está sabotando seu próprio progresso. Velocidade não é um dom. É uma consequência de decisões corretas no treino. A maioria dos guitarristas falha porque treina rápido sem pensar rápido.
Aqui vão três dicas que realmente funcionam, desde que você tenha disciplina para aplicá-las.
1. Pare de treinar velocidade. Comece a treinar controle.
Isso vai soar contraditório, mas é aqui que quase todo mundo erra.
Velocidade não é a habilidade de tocar rápido.
Velocidade é a habilidade de controlar movimentos pequenos em alta intensidade.
Se seu dedo voa longe da escala ou se sua palheta faz arcos gigantes, você está criando atrito. E atrito mata velocidade.
Na prática, observe se os dedos da mão esquerda se afastam mais do que o necessário da escala. Observe também se a palheta atravessa demais a corda em vez de apenas tocá-la com eficiência. Treine trechos curtos, de duas a quatro notas, buscando economia extrema de movimento.
Não avance o BPM até conseguir tocar relaxado, com som limpo e sem tensão no antebraço. Se existe tensão, ainda não existe controle. E sem controle, não existe velocidade sustentável.
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2. Velocidade nasce no cérebro, não nos dedos
Muita gente acha que os dedos “não acompanham”. Isso quase nunca é verdade. Na maioria dos casos, o problema é que o cérebro não sabe exatamente o que fazer.
Quando você toca rápido e erra, normalmente não é falha muscular. É falha de clareza mental.
Divida qualquer frase rápida em blocos rítmicos bem definidos. Cante mentalmente as notas antes de tocá-las. Treine lentamente, mas mantendo a mesma intenção rítmica que você usaria no tempo rápido.
Se você não consegue ouvir a frase inteira na cabeça, você não está pronto para tocá-la rápido. Simples assim. Confusão mental sempre vira erro físico.
3. Use o metrônomo do jeito certo
Subir o BPM aos poucos não é estratégia. É só contabilidade.
O metrônomo deve ser usado para desafiar seus limites de coordenação, não para alimentar seu ego.
Escolha um lick confortável e toque em um BPM médio, onde tudo soe limpo. Em seguida, pule para um BPM desconfortável, quase impossível. Logo depois, volte para o BPM confortável.
Esse contraste força o cérebro a se adaptar ao choque de velocidade. Quando você retorna ao tempo mais lento, tudo parece mais fácil. Isso gera adaptação neuromuscular real, não uma falsa sensação de progresso.
E um ponto crucial: nunca pratique velocidade quando estiver cansado. Fadiga grava movimentos ruins no sistema nervoso.
A verdade final
Velocidade não vem de esforço extremo.
Ela vem de precisão obsessiva.
Se você treina sem foco, sem analisar tensão e sem clareza rítmica e mental, está apenas reforçando suas limitações. Mas se você treina como um estrategista, mesmo por menos tempo, os resultados aparecem.
Não procure atalhos.
Procure eficiência.
É isso que separa guitarristas rápidos de guitarristas frustrados.
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